terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Uma Paradinha Pra Pensar

Se você está triste por ter perdido um amor
Lembre-se daqueles que jamais teve um amor pra viver;
Se você anda decepcionado com alguma coisa
Lembre-se daqueles que cujo nascimento já foi uma decepção;
Se você está cansado de trabalhar
Lembre-se daqueles que vivem angustiados por ter perdido o emprego;
Se você vive reclamando que a comida está mal feita
Lembre-se daqueles que morrem diariamente por falta de um pedaço de pão;
Se você reclama que o seu sonho foi desfeito
Lembre-se daqueles que vivem num constante pesadelo;
Se você vive reclamando que está aborrecido
Lembre-se daqueles que torcem por você e esperam um sorriso seu.

Se você teve um amor para perder
Se você teve um trabalho para se cansar
Se você teve uma comida para reclamar
Se você teve um sonho para sonhar....
Lembre-se de agradecer a Deus!
Glorifique!
Porque existem muitos que daria tudo para estar no seu lugar.

(Autor desconhecido)

VÍTIMA DO ACASO

Sou fruto de um erro
Mas também sou humano
Minha vida é tormento
Sou mais um tirano.

Não passo de um nada
Sou desastre e fracasso
Ando sem destino
Sem ganhar um abraço.

Sou barco sem rumo
Vim aqui por acaso
Não tenho nada meu
Sou erro e atraso.

Ando pelas ruas
Meu teto é o céu
meu mundo é sombrio
É amargoso fel.

A sociedade é injusta
Não me dá esperança
Sufocando os sonhos
Do meu mundo criança.

Sou um ponto negro
De identidade nua
Sou vergonha pro mundo
Sou menino de rua.

25/10/2003

QUEM ME DERA!

Mergulhei em teu amor ambulante
Em teu sonho esvoaçante
E vejo-me totalmente amarrado
Sensível, sem vigor: pálido!
Você evadiu meu coração
Com teu amor incompatível.

Vejo-te a todo momento:
Na brisa do alvorecer
Nas noites a sonhar.
Então volto a ser criança
Sinto-me em teu colo
... mate-me de uma vez!
Estou morrendo aos poucos!

Quem me dera poder encontrar-te mais uma vez
Uma só vez apenas
E com este corpo casto e trêmulo
Poder abraçar-te
Nas trevas das estrelas
Na escuridão dos meus dias
E no silêncio de minhas noites vazias
Em teu coração sufocar-me.

Quero-te evidentemente
Pra morar em meu peito pra sempre.
Quero-te com teu amor imortal
E mesmo estando na Terra
Sentir-me no céu.

18/03/2004

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

ALMA FAMIGERADA

Tu'alma vindo a passo lento
Ferina louca encabulada
Imprepotente e desalmada
Ferindo assim meu sentimento.

Feroz rebelde deusa alada
Profetizando teu malefício
Me ofereço em sacrifício
À tua alma famigerada.

Agmael Lima - 19/01/2009

Pontos Turísticos - Nova Ipixuna - Ilha do Tracajá

Ilha do Tracajá e Praia do Meio - Rio Tocantins - Nova Ipixuna - Pa









TEXTOS WERVENTON DOS SANTOS MIRANDA

Menina-moça do sudeste do Pará

À Nova Ipixuna
No meu pobre vocabulário não encontrei melhor combinação do que a manjada expressão Menina-moça pra descrever sua situação: seus quinze anos de existência, neste estado e nação.
Comparando a trajetória das águas, nossa curta vivencia; diria que se passa no mangue sua atual fase de experiência, a qual chamamos adolescência e onde se funde a doçura e calmaria da infância com as marolas das salgadas obrigações da vida adulta; onde porém a vida implode com toda beleza e efervescência.
Nova Ipixuna é Menina-moça, no estado e nação, no desejo de independência na necessidade de cuidado, carinho e proteção; no anseio de ver-se mulher com a simplicidade de ser levada pela mão; espinhas na cara, espírito maternal, rebeldia consciente ou inconsciente, própria de adolescente que tudo quer fazer e não pode esperar.
Parabéns, Nova Ipixuna por se tornar Menina-moça no sudeste do Pará!
Parabéns aos que com ela nasceram, aos que nela nasceram ou renasceram e aos que dela filhos adotivos se tornaram.
Parabéns aos que a viram nascer, aos que a fizeram nascer, aos que a adotaram. Parabéns aos que fizeram e fazem sua história, aos que fizeram da recém nascida do dia 20 de outubro de 1993 a atual Menina-moça entre as cidades paraenses em 2008.
Neste dia 20 de outubro de 2008, seu povo te parabeniza Nova Ipixuna, a Menina-moça do sudeste do Pará.

Werventon dos Santos Miranda
wesamiranda@yahoo.com.br


Nova Ipixuna – Pará, 09 de outubro de 2008

Curso da Vida

Como o rio, é nossa infância.
Como o mangue nossa adolescência.
É o mar, a vida adulta, com seus perigos e experiências.
Há algo mais doce do que o viver de uma criança?
Como uma cachoeira se apresenta seu saber e como uma bacia, sua esperança.
O mangue tão belo, tem tanta contradição.
Tem água doce e seres do mar.
É como o adolescente entre o impulso e a razão.
A vida adulta é agitada, feito as ondas do mar.
O sal são obrigações que se tem de realizar.
A vida segue o curso das águas, o rio corre para o mangue e o mangue acaba no mar.

Criado em fevereiro de 1993.
Werventon dos Santos Miranda
wesamiranda@yahoo.com.br

Poesias - Agmael Lima

DEUSA OBSCENA

Teu manto negro encobre minha alma
Desfaz meu sol em fatal eclipse
Tua luz dissolve no apocalipse
És matriarca da ilusão incalma.

Sou anjo pálido no impuro alento
Um espectro rude a surgir do nada
Glorifico-te sacra deusa alada
Oh, filha obscena do envolto vento.

17/01/2009

SANTA MORTE

Naufragarei em teu mistério
Ancorarei em teu negro cais
Pra encontrar em teu orgasmo
As almas que devorastes.

Cultuarei tua mórbida religião
Beijarei tua boca fúnebre
Provarei tua mortífera saliva
Respirarei teu hálito venenoso.

És divina rainha indesejada
A cobrir-me com teu negro manto
Poderosamente desfaz minhas forças.

Por detrás do teu negro crepúsculo
Encontrarei vidas no teu mundo.
Que casulo preparas para mim?
18/04/2004

CÚRIA DE PSICOPATAS

A cada novo dia
Uma nova batalha
A violência não falha
É sentença fatal.
O destino é incerto
É doença sem cura
Uma nuvem escura
Uma saga banal.

Tanta violência
Não dá pra escapar
Se saio não sei
Se torno a voltar.
O mal está solto
Ta afim de ferir
Inocente ou culpado
Procure fugir.

2005

CITAÇÃO DE RUI BARBOSA

Não pelo bico do bípede
Nem pelo valor incítrico do galinácio
Mas pela ousadia
Que ousais transpor
Sobre os umbrais de minha residência.
Dar-te-ei tamanha bordoada
Com os tendões metabólicos dos meus sapatos
Que transformarei sua maça encefálica
Em cinzas cadavéricas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pontos Turísticos - Nova Ipixuna

O município de Nova Ipixuna, localizado na região sudeste do Pará, tem seu processo de ocupação datado na década de 1970, momento em que imigrantes de diversas regiões brasileiras ocupavam a Amazônia em busca de melhores condições de vida. Nova Ipixuna foi desmembrado do município de Itupiranga e teve sua emancipação no dia 20 de outubro de 1993 Sua economia baseia-se no extrativismo vegetal, pecuária e agricultura de subsistência. Hoje o município conta com uma população de mais ou menos 15.000 habitantes. Nova Ipixuna possui diversos pontos turísticos, dentre estes podemos citar o Balneário "Boca do Praialta" e "Praia do Meio", ambas localizadas às margens do Rio Tocantins como podemos observar nestas fotos:

De Olhos Abertos

Muitas vezes buscamos em vão a realização de sonhos impossíveis. Pena que a maioria dos nossos sonhos costuma-se perder ao léu. Parece até que antes que o sol da liberdade se desponte para um novo dia, uma aurora negra o encobre com o impetuoso ódio e ameaça desmoronar sobre nossas cabeças as desgraças irritantes e antiéticas. Até quando o mal terá autonomia? Quem das ruínas se levantará como herói e reconstruirá dos escombros nossos sonhos perdidos? Será que ainda ouviremos nascer da aurora o som divino dos clarins celestiais? Ou o futuro incerto uniu-se ao desespero num abraço de profana coligação? Não sabemos. Isso só o tempo irá se encarregar de nos responder. Até lá, unamo-nos para que o futuro não se aborte antes do seu nascimento. Não deixemos que os outros destruam nossos sonhos. Devemos sonhar sem atropelar os sonhos dos outros. E nunca deveremos esquecer de abrir bem os nossos olhos e observar bem à nossa volta, pois vários lucíferes diariamente entram na nossa festa sem ao menos levantar suspeitas e conosco bailam alegremente como se fossem anjos.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Patrimônio do Pará

Açaí, e andiroba
Bacabeira e biribá
Bacuri e castanheira
Cupuaçu e jatobá
Copaíba, graviola
Dendê e guaraná
Murici e jenipapo
Buriti, taperebá.

Manga-rosa seringueira
Sumaúma e araçá
Pupunha, ingazeira
Urucum e piquiá
Angelim e cauarí
Cedro, mogno, cajá
Cumarú, maçaranduba
Sucupira e gravatá.

Peixe-boi e bem-te-vi
Gavião e carcará
Suçuarana, tatu
Mutum e tracajá
Jabuti, tucunaré
Onça-preta, mapará
Juriti e papagaio
Pavãozinho-do-Pará.

Jacaré, pirarucu
Cururu, tamanduá
Curió, macaco-prego
Pirarara, mangangá
Ariranha, anta, paca
Arara, tangará
Catitu, onça-pintada
Puraqué e acará.

A ganância do homem
Fez tudo se transformar
Nossa fauna, nossa flora
Patrimônio do Pará.
Ta precisando mudar
O Planeta dá sinais
Motosserras e queimadas
Derrubadas nunca mais.

Agmael Lima – 27/08/2007

O Mundo Precisa de Paz

O homem sujeito ao homem
Destruindo a Terra
Enterrando valores humanos
Inventando guerras
Violência, ódio e rancor
Varrendo a paz e o amor
Já se foi há muito tempo
O bom tempo na Terra.

A mentira assola o mundo
Ferindo a razão
Estamos colhendo os frutos
Da nossa ambição
Há crianças nas drogas perdidas
Destruindo a própria vida
O homem caminha sem rumo
E sem proteção.

O mundo precisa de paz
O mundo precisa de amor
No jardim do coração
Deixemos nascer uma flor.
Devemos abraçar a causa
Por um mundo mais irmão
O mundo precisa de paz
Vamos todos dar as mãos.

Agmael Lima

Frutos da Cobiça

O planeta “ta” aos poucos se aquecendo

As geleiras derretendo a cada dia
Consumidos sem limite ou regalia
E as matas estão desaparecendo
E o homem finge não “ta” vendo
Esse episódio brutal
Assiste a calefação Global
Causando tão vil destruição
Da vida animal e vegetal.

Isso é ambição da humanidade
Por cobiça acumula a produção
Sufocando com sua poluição
Toda essência e toda dignidade
O homem não passa de um covarde
E finge não causar tal estampido
Brevemente tudo estará perdido
Esse efeito não terá mais reversão
Restará um planeta destruído.

A Amazônia está quase consumida
A arrogância aos poucos a devora
Sua riqueza, sua fauna, sua flora
São vestígios de beleza destruída
Agoniza em lamentos corrompida
Lamentando esse mal que a consome
Dissolvendo um patrimônio nacional
O vilão desse enredo é o próprio homem.

Agmael Lima

LENDAS

LENDAS

Na noite um grito ecoou-se
O que eu senti nem explico
Cariaponga me trouxe
A lua cheia no bico
Cariaponga me trouxe
A lua cheia no bico.

Da mata surgiram lendas
Mamãe D’água e saci
Matinta exigiu prenda
Pro mago Jurupari
Matinta exigiu prenda
Pro mago Jurupari.

Agmael Lima

DEUSA CIGANA

DEUSA CIGANA
ÉS SIMBOLOGIA
FILHA PROFANA
DA MITOLOGIA.

DIVA SERENA
ANJO OBSCENO
RAINHA DA ARTE
OLHAR DE VENENO.

A Arte da Guerra

Um canto triste de guerra
O fim dos tempos a chegar
A malícia da serpente
A besta emergente do mar.

A guerra sempre existiu
Da caverna ao avião
O homem sempre brigou
Por uma falsa razão.

Homem escravo do homem
Mania de ser superior
Passa por cima de tudo
sem respeitar o amor.

Agmael Lima

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

DECADÊNCIA AMAZÔNICA DE A A Z

A – Amazônia roubada
B – Beleza estragada
C – Cruel destruição
D – Dor e devastação
E – Extermínio geral
F – Festim anormal.

G – Ganância total
H – Horror sem igual
I – Imagem profana
J – Jornada tirana
L – Luta atrevida
M – Matas destruídas.

Amazônia doente
Onde teu verde está?
Onde estão suas vidas?
Que futuro terás?

N – Nossa fauna ferida
O – Onde está vida?
P – Poder indecente
Q – Querer decadente
R – Rios falecidos
S – Sonhos feridos.

T – Temerosa agonia
U – Última idolatria
V – Vexame perverso
X – Xexelento progresso
Z – Zelo indecente
Terra decadente.

Amazônia doente
Onde teu verde está?
Onde estão suas vidas?
Que futuro terás?

Agmael Lima – 29/10/2008
(Música)

TODA MULHER É UMA COBRA

De tanto sofrer os efeitos das armadilhas femininas - e ouvir meus amigos reclamarem das namoradas, cheguei à conclusão de que mulheres e serpentes se assemelham muito. Se as garotas afirmam que os homens são cachorros, para mim toda mulher é uma cobra. Muda apenas a espécie e a fase.
O primeiro estágio é o da cobra-cega, que coincide com o início da paquera: a moça se faz de cega, mas no fundo já é uma cobra. Para fincar as presas no cara, ela finge que nem pensa em dar o bote. Pelo contrário, esbanja meiguice e desprendimento e acata todas as vontades dele.
A cobra-cega é aquela que, se o sujeito joga bola ás quartas-feiras, sussurra: "Boa sorte,amor. Cuidado para não se machucar." E, caso ele sofra uma contusão, vai visitá-lo para aplicar bolsa de gelo. Depois de tantas demonstrações de perfeição, o inocente, se achando um felizardo, comenta com a turma: "Tenho que namorar essa mulher! Outra igual não arrumo nunca mais!" Bastam alguns meses de relação para a dita cuja mudar de fase.
O segundo estágio é o da sucuri, que não é venenosa, porém consegue engolir um boi! Por mais valente que o homem-alvo seja não tem jeito: ela pega o bicho pelo pé e o segura até deixá-lo cansado; depois se enrola pelo corpo dele e, quando o infeliz percebe, já está imobilizado. Mal consegue piscar os olhos.
Qual sua principal característica? A sucuri mina pouco a pouco as vontades do cara, o obriga a fazer tudo o que ela quer. O rapaz que convive com uma sucuri quer se soltar, mas eis que, de repente, ela se transforma numa cascavel! Você já ouviu o guizo dessa espécie? É um barulho perturbador, semelhante ao chiado de uma mulher em fúria.
Se o pobre quer transar três vezes em uma noite, ela diz que ele só pensa em sexo. Se o desejo bate só ás sextas, é porque tem outra. Deixou a barba crescer? 'Nossa como pinica!' (isso porque, nos tempos de cobra-cega, ela dizia que a barba dele era um charme) E por aí vai.
Lógico que, se um homem tem uma cascavel ao seu lado, aprende a ouvir sem dar um pio. Aquele que ousa falar alguma coisa colabora para a situação ficar ainda mais feia e para ela se converter numa naja, a mais perigosa das cobras.
Nessa fase, a moça simplesmente o encara esguia, firme, com um olhar hipnótico. Como o sexo masculino não faz idéia do que significa essa atitude, arrisca a pergunta que mais a irrita: "O que foi meu amor?" Se a resposta for algo do tipo "Nada, não foi nada!"... Está na hora de procurar outra cobra-cega.
O mais incrível é que certas mulheres possuem a habilidade de encarnar dois tipos de cobra ao mesmo tempo, como a sucucega, a cascaja e a cascuri. Outras, ainda, exibem uma rápida capacidade de mutação. Já vi uma cobra-cega se transformar em naja em dias!Ironias á parte, o fato é que tanto as garotas quanto as cobras sabem como ninguém despertar nossa atenção. Ambas têm olhar fascinante, movimentos sensuais e, venenosas ou não, quando dão o bote não há mesmo chance de escapar.

ADAP. Agmael Lima

SUCURI DE CALCINHAS

Vil deusa serena nua
Rainha amante da lua
A ferir na alma minha
És fera santa sem alma
Devorai-me incalma
Oh sucuri de calcinha.

Apertai-me ao teu peito
Colocai-me no teu leito
Nociva erva daninha
Afogai-me no teu veneno
Teu mal tão obsceno
Oh sucuri de calcinha.

Escondei-me na tua gruta
Maliciosa fera astuta
Nua ofídica rainha
Estou preso no teu cio
No teu orgasmo sombrio
Oh sucuri de calcinha.

Agmael Lima – 06/08/2008

MEU PASSADO

Ontem à tarde quando o sol se punha
E descia ao vale a sombra da noite
Eu era o bardo a testemunha
Do fero passado cruel açoite.

A tempestade volvia ardorosa
Ferindo a campa do meu suplício
Caiu em terra tão silenciosa
Minha agonia como sacrifício.

Agora ergo aos céus os olhos e choro
Com meu corpo frio alquebrado
Agonizando a ti imploro
Que ressuscite o meu passado.

Agmael Lima – 08/01/2009

Antologia Paraense

Aqui “Chove Nos Campos de Cachoeira”
Obra primeira de Dalcídio Jurandir
Serra Pelada a jazida brasileira
Banda Calypso, brinquedos de miriti.
Salve o maestro Waldemar Henrique
O Verequete, Pinduca e o carimbó
Lúcio Mauro, Fafá de Belém, que chique!
Alter do Chão, a Bela do Tapajós.

Sou caboclo filho da Cabanagem
Sou tocantino de etnia carajá
Sou cirandeiro, sou o boi pavulagem
Eu sou nortista, eu sou filho do Pará.

Eu sou romeiro no Círio de Nazaré
Temos xibé e pato no tucupi
Cupuaçu, Praia do Tucunaré
No Ver-o-peso eu vou tomar açaí.
Marajoara nossa arte rica e forte
No mangueirão duelando tem Re x Pa
A Tuna Luzo e a rainha do norte
Grande guerreira Águia de Marabá.

Sou caboclo filho da Cabanagem
Sou tocantino de etnia carajá
Sou cirandeiro, sou o boi pavulagem
Eu sou nortista, eu sou filho do Pará.

Agmael Lima – 07/01/2009